Decreto n.º 24/91, de 29 de Junho de 1991
|CAPÍTULO I | CAPÍTULO II | CAPÍTULO III | CAPÍTULO IV |
CAPÍTULO
III
Regime geral das carreiras
ARTIGO
12.º
(Carreira técnica superior- composição)
A carreira técnica superior intrega, as seguintes categorias:
a) assessor principal;
b) primeiro-assessor;
c) assessor;
d) técnico superior principal;
e) técnico superior de 1.ª classe;
f) técnico superior de 2.ª classe.
ARTIGO
13.º
(Recrutamento para a carreira técnica superior)
O recrutamento para as categorias da carreira Técnica Superior obedece às regras:
a) Assessor Principal --- De entre Primeiros-Assessores com pelo menos 3 anos de serviço, classificação, no mínimo de bom;
b) Primeiros-Assessores-- De entre Assessores com pelo menos 3 anos de serviço nas respectivas categorias, classificados de muito bom ou 5 anos, classificados, no mínimo de bom;
c) Assessor-- De entre Técnicos Superiores Principais com pelo menos 3 anos nas respectivas categorias, classificados de muito bom ou 5 anos, classificados no mínimo de bom e mediante aprovação em concurso de promoção que consistirá na apreciação e discussão do currículo profissional do candidato;
d) Técnicos Superiores principais -- De entre Técnicos Superiores de 1.ª classe, com 3 anos na categoria classificados de bom;
e) Técnicos Superiores de 1.ª classe --- De entre Técnicos Superiores de 2.ª classe, com 3 anos na categoria, classificados de bom;
f) Técnicos Superiores de 2.ª classe -- De entre os indivíduos habilitados com o grau de licenciatura.
ARTIGO
14.º
(Conteúdo funcional do pessoal do grupo técnico superior)
1. Para as categorias previstas nas alínea a), b e c) do artigo anterior, as funções são seguintes:
Funções
Consultivas de natureza Científico-Técnica, exigindo um elevado
grau de qualificação, de responsabilidade, iniciativa e autonomia,
assim como um domínio total da área de especialização,
de uma visão global da Administração, que permita a interligação
de vários quadrantes e domínios de actividade, tendo em vista
a preparação de tomada de decisão.
2. Para as categorias previstas nas alíneas d) e e) do mesmo
artigo, as funções são seguintes:
Funções de investagação, estudo, concepção
e adaptação de métodos e processos Científico-Técnicos,
de âmbito geral especializado, tendo em vista informar a decissão
superior, requerendo uma especialização e formação
a nível de lincenciatura.
ARTIGO
15.º
(Carreira técnica-composição)
A carreira técnica intrega as seguintes categorias:
a) especialista principal,
b) especialista de 1.ª classe;
c) especialista de 2.ª classe;
d) técnico de 1.ª classe;
e) técnico de 2.ª classe;
f) técnico de 3.ª classe.
ARTIGO
16.º
(Recrutamento para a carreira técnica)
O recrutamento para a carreira técnica obedece as seguintes regras:
a) Especialista Principal -- De entre especialistas de 1.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria classificados de muito bom ou 5 anos, classificados no mínimo de bom;
b) Especialista de 1.ª classe --- De entre especialistas de 2.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria, classificados de bom;
c) Especialista de 2.ª classe --- De entre técnicos de 1.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria, classificados de bom;
d) Técnicos de 1.ª classe --- De entre técnicos de 2.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria, classificados de bom;
e) Técnicos de 2.ª classe --- De entre técnicos de 3.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria, classificados bom;
f) Técnicos de 3.ª classe --- De entre os indivíduos habilitados com grau de bacharel ou equivalente.
ARTIGO
17.º
(Conteúdo funcional do pessoal do grupo técnico)
Para as categoria
previstas no artigo 15.º, as funções são as
seguintes:
Funções de estudo e aplicação de métodos e processos de natureza técnica, com autonomia e responsabilidade, enquadradas em planificação estabelecida, requerendo uma especialização e conhecimentos profissionais.
ARTIGO
18.º
(Carreira técnica média-composição)
A carreira Técnica Média integra as seguintes categorias:
a) técnico médio principal de 1.ª classe;
b) técnico médio principal de 2.ª classe;
c) técnico médio principal de 3.ª classe;
d) técnico médio de 1.ª classe;
e) técnico médio de 2.ª classe;
f) técnico médio de 3.ª classe.
ARTIGO
19.º
(Recrutamento para a carreira técnica média)
O recrutamento para a carreira Técnica Média obedece as seguintes regras:
a) Técnico Médio Principal de 1.ª classe -- De entre técnicos médios principais de 2.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria classificados de muito bom ou 5 anos classificados de bom;
b) Técnico Médio Principal de 2.ª classe --- De entre técnicos médios principais de 3.ª classe, com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
c) Técnico Médio Principal de 3.ª classe --- De entre tecnicos médios de 1.ª classe, com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
d) Técnico Médio de 1.ª classe --- De entre técnicos médios de 2.ª classe, com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
e) Técnico Médio de 2.ª classe --- De entre técnicos médios de 3.ª classe, com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
f) Técnico Médio de 3.ª classe --- De entre indivíduos habilitados com curso médio, II Ciclo do Ensino Secundário ou Equivalente e indivíduos Diplomados com cursos de Formção Técnico-Profissional de duração não inferior a 18 meses, para além da 10.ª classe de escolaridade.
ARTIGO
20.º
(Conteúdo funcional do pessoal do grupo técnico médio)
Para as categorias previstas no artigo 18.º as funções são as seguintes:
Funções de natureza executiva de aplicação técnica com base no conhecimento ou adaptação de métodos e processos enquadradas em Directivas bem definidas, exigindo conhecimentos técnicos, teóricos e práticos.
ARTIGO
21.º
(Carreira administrativa-composição)
A carreira administrativa intrega as seguintes categorias:
a) oficial administrativo principal;
b) primeiro-oficial;
c) segundo-oficial;
d) terceiro-oficial;
e) aspirante;
f) escriturário-dactilógrafo.
ARTIGO
22.º
(Recrutamento para a carreira administrativa)
O recrutamento para as categorias , da carreira administrativa obedece as seguintes regras:
a) Oficial Administrativo Principal --- De entre primeiros-oficiais com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
b) Primeiro-Oficial -- De entre segundos-oficiais com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
c) Segundo-Oficial --- De entre terceiros-oficiais com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
d) Terceiro-Oficial --- De entre os aspirantes com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
e) Aspirante --- De entre os escriturários dactilógrafos com um mínimo de 3 anos na categoria, classificados de bom;
f) Escriturário-Dactilógrafo --- De entre os indivíduos habilitados com a 8.ª classe de escolaridade, possuidores de noções profundas de serviço de dactilografia e conhecimento geral da organização e actividade desenvolvida na estrutura a que se candidata.
ARTIGO 23.º
(Conteúdo funcional do grupo administrativo)
Para as categorias previstas no artigo 21.º, as funções são as seguintes:
a) Oficial Administrativo Principal:
Conhece e domina
todas as tarefas acometidas a escalões de nível inferior e executa
co rigor trabalhos de investigação, de organização
e desenvolvimento do seu sector de actividade;
Prepara e aplica metodologias de pesquisa e apresenta os resultados obtidos.
b)Primeiro-Oficial Administrativo:
Elabora propostas,
informações e pareceres e prepara documentos para despacho superior;
Organiza, acompanha e orienta o trabalho do seu Sector e trabalhadores que
lhe sejam subordinados;
Colabora nas acções de Planificação Financeira
e Orçamental e de Formação Técnico-Profissional
aos funcionários, bem como nas acções de avaliação
e concursos;
Aplica técnicas e metodos de gestão de Força de Trabalho
e Salários, colabora na preparação e execução
dos programas de acção da estrutura a que pertence;
Executa actividade patrimonial;
Executa outras tarefas que lhe sejam determinadas a este nível de complexidade.
c) Segundo Oficial Administrativo:
Executa com rigor
as tarefas atribuidas aos escalões inferiores, com conhecimento e estudo
da legislação reguladora e normadora da sua actividade;
Executa, examina e confere os documentos e livros contabilísticos,
processa salários e presta informações e pareceres sobre
situações relacionadas com o seu trabalho, para decisão
superior;
Organiza processos disciplinares, processos de contas e de património,
elabora certidões de serviço e de efectividade e organiza processos
de aposentação;
Executa actividade de economato;
Executa outros trabalhos de idêntica complexidade que lhe sejam determinados.
d) Terceiro-Oficial Administrativo:
Executa com perfeição
as tarefas acometidas ao Aspirante e em particular;
Informações e propostas de pequena complexidade, actas, relatórios
e outro expediente comum relacionado com o seu sector de trabalho;
Classifica documentos de contabilidade e pratica actos de execução
Orçamental e Patrimonial;
Confere facturas, faz registos e lançamentos de contabilidade;
Preenche fichas de contabilidade e inventário, tem conhecimento da
legislação reguladora das actividades que executa, bem como
das normas de gestão de Recursos Humanos quanto à nomeação,
contratos, promoções, exonerações, transterências
e outras situações comuns;
Tem conhecimento geral do Plano Geral de Contas e em particular dos programas
de acção da estrutura a que pertence;
Executa trabalhos de dactilografia relacinados com a sua actividade, quando
necessário, bem como outros trabalhos de maior complexidade.
e) Aspirante e Escriturário-Dactilógrafo:
Executa actividade
administrativa relacionada com o trabalho de Secretariado e Contabilidade;
Aplica os princípios e normas reguladores da actividade exercida no
seu sector de trabalhos, simples, em particular quanto á legislação
sobre direitos e deveres dos funcionários públicos, faltas,
licenças e execução orçamental;
Elabora a dactilógrafa, quando necessário, correspondência
relacionada com o seu trabalho, preenche fichas e recebe dados estatísticos,
exerce actividade de arquivo;
Executa trabalhos de maior nível de complexidade sob orientação
e controlo do funcionário mas qualificado.
ARTIGO
24.º
(Carreira tesoureiro)
1. Sempre que a natureza e especifidade do serviços o justifiquem poderá ser criada a carreira de tesoureiro com a seguinte composição:
a) tesoureiro principal;
b) tesoureiro de 1.ª classe;
c) tesoureiro de 2.ª classe.
2. O recrutamento
para categorias de tesoureiro principal e de 1.ª classe, deverá
ser de entre respectivamente tesoureiro de 1.ª classe e tesoureiro de
2.ª classe, com pelo menos 3 anos na respectiva categoria, classificados
de muito bom ou 5 anos classificados no mínimo de bom.
Tesoureiro de 2.ª classe -- De entre os primeiros-oficiais e segundos-oficiais
com pelo menos 3 anos na categoria classificados de bom indivíduos
com formação específica, habilitados com a 8.ª classe
de escolaridade.
3. O conteudo
funcional da carreira de tesoureiro é o seguinte:
Execução de operações de caixa, de registo de
depósitos e levantamentos em numerários e cheques;
Processamento de pagamento com base no conhecimento dos documentos apresentados
para o efeito;
Elaboração do encerramento de caixa, elaborando os correspondentes
movimentos contabilísticos, relacionados com as entradas e saídas.
ARTIGO
25.º
(Pessoal auxiliar-composição)
O Pessoal auxiliar intrega as seguintes carreiras:
a) carreira de motorista de automóveis:
De pesados: principal e de 1.ª classe;
De ligeiros : principal, de 1.ª classe e de 2.ª classe.
b) carreira de telefonista principal:
De 1.ª e de 2.ª classe;
c) carreira de auxiliar administrativo:
Principal de 1.ª e de 2.ª classe;
d) carreira de auxiliar de limpeza:
Principal de 1.ª e de 2.ª classe;
e) carreira de operário qualificado:
encarregado de 1.ª e 2.ª classe.
f) carreira de operário não qualificado:
encarregado de 1:ª e 2.ª classe.
ARTIGO
26.º
(Da carreira de motorista de automóveis pesados)
A carreira de motorista de automóveis pesados, prevista no n.º 1, da alínea a) do artigo anterior, só deverá ser criada em serviços cujo parque automóvel integre veículos pesados de utilização permanente.
ARTIGO
27.º
(Recrutamento para o pessoal do grupo auxiliar)
1. O recrutamento
para o pessoal auxiliar deve obedecer aos requisitos de ingresso estabelecido
para o efeito.
2. A progressão é automática, não depende
de concurso e deve obedecer o estabelecido no n.º 3, do artigo 9.º
do presente diploma:
a) motorista de ligeiros de 1.ª e de 2.ª classe -- De entre motoristas de 2.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria, classificados de bom, e, indivíduos habilitados com carta profissional de condução de ligeiros e escolaridade obrigatória, respectivamente;
b) telefonista principal --- De entre telefonistas de 1.ª classe, com pelo menos 3 anos na categoria, classificados de bom.
ARTIGO
28.º
(Conteúdo funcional do pessoal do grupo auxiliar)
Para as carreiras previstas no artigo 25.º, as funções são as seguintes:
1. Para
as alíneas a), b), c) e d), do referido artigo:
Funções de natureza executiva de caracter manual ou mecânico,
com graus de complexidade variáveis, enquadrados em instruções
gerais bem definidas, exigindo formação específica num
oficio ou profissão e implicando normalmente esforço fisico.
2. Para
as alíneas e) e f), do mesmo artigo:
Funções de natureza executiva simples, diversificadas, totalmente
determinadas, implicando predominantemente esforço físico e
exigindo conhecimentos de ordem prática susceptíveis de serem
aprendidos no próprio local de trabalho num curto espaço de
tempo.