"NOTAS SOBRE AS CLASSES E RESPECTIVAS CONTAS"
| Classe 0 | Classe 1 | Classe 2 | Classe 3 | Classe 4 | Classe 5 | Classe 6 | Classe 7 | Classe 8 | Classe 9 |
CLASSE
9
CONTABILIDADE ANALÍTICA DE EXPLORAÇÃO
Esta
Classe, só destinada naturalmente para as Empresas que apliquem integralmente
o Sistema Proposto (SISTEMA DUALISTA), foi naturalmente reservada para o Desenvolvimento
da designada CONTABILIDADE ANALITICA DE EXPLORAÇAO, Contabilidade puramente
INTERNA, na qual se desenvolvem, numa óptica diferente, os Resultados Gerados
no Exercício, já apurados na CONTABILIDADE GERAL.
Nesta Contabilidade,
desenvolve-se como já foi dito, o INVENTARIO PERMANENTE DAS EXISTENCIAS,
a determine dos CUSTOS VARIAVEIS DE PRODUÇAO, e seus DESVIOS em relação
ao Custo Planificado, o apuramento de todos os CENTROS DE CUSTOS, que se queiram
desenvolver, os RESULTADOS DE VENDAS, a REGULARIZAÇAO DO VALOR DAS EXISTENCIAS,
os DESVIOS EM COMPRAS, e ainda, os PROVEITOS ou ENCARGOS, não afectos à
Produção ou Exploração.
Para que se possa processar
uma CONTABILIDADE INTERNA, totalmente independente da CONTABILIDADE GERAL, com
um PLANO DE CONTAS especifico e próprio, embora desenvolvido numa única
Classe, haverá necessariamente que se conceber um Esquema Contabilistico
que tal permita, pois, embora totalmente independentes, as 2 Contabilidades estarão
necessariamente interligadas.
Para o efeito, haverá antes de mais nada,
que criar nesta CONTABILIDADE ANALITICA DE EXPLORAÇAO, um Grupo Especial
de Contas que permitam a ligação entre as 2 Contabilidades, para
os movimentos que sejam comuns a ambas.
Encontram-se nesta perspectiva, os
movimentos contabilisticos que retratem as seguintes situações:
- Existências Iniciais
- Compras de Existências
- Custos por Natureza
- Proveitos por Natureza
Este
Grupo de Contas, até se poderia designar de CONTAS DE LIGAÇAO, pois
na verdade, será através delas que se fará a ligação
entre os 2 Planos, permitindo assim a possibilidade de reclassificar, numa óptica
diferente, os movimentos já contabilizados, na CONTABILIDADE GERAL.
Considerando
contudo que este Sistema Contabilistico é oriundo da França, e que,
a este tipo de Contas foi dada pelos seus autores a designação de
CONTAS REFLECTIDAS, considerou-se por bem designa-la com o mesmo nome.
Assim,
esta será naturalmente, a primeira Conta Principal ou do 1.º Grau,
da CONTABILIDADE ANALITICA DE EXPLORAÇAO.
Ultrapassado que está
o problerna da reclassificação, numa óptica diferente, dos
movimentos já considerado na CONTABILIDADE GERAL, há que considerar,
em seguida o problema do Controlo permanente das Existências.
Para o
efeito, foi criada nesta Contabilidade 'Puramente INTERNA, a 2.ª Conta Principal
ou do Primeiro Grau, designada precisamenie por INVENTARIO PERMANENTE.
As
restantes Contas desta Classe, foram criadas e desenvolvidas, na concepção
de uma Contabilidade de Custos, desenvolvida da forma mais idêntica possivel,
ao que já se encontrava instituido no Plano Anterior, e isto com o objectivo
único de, a mudança do Plano, causar o minimo de perturbações.
Assim, foi esta Classe constituida, pelas seguintes Contas Principais ou do,l.º
Grau-
90 - CONTAS REFLECTIDAS
91 - INVENTARIO PERMANENTE
92 - CUSTOS DE PRODUÇAO OU EXPLOÇAO
93 - GASTOS DE MANUTENÇAO E CONSERVAÇAO
94 - GASTOS GERAIS POR SECÇOES
95 - ACTIVIDADES ACESSORIAS
96 - RESULTADOS DA CONTABILIDADE ANALFTICA DE EXPLORAÇÃO
CONTA 90- CONTAS REFLECTIDAS
Esta
Conta, conforme já atrás foi dito, terá como único
objectivo, permitir a reclassificação, numa optica diferente, de
determinados Movimentos Contabilisticos, já processados na Contabilidade
Geral.
0 seu desdobramento em Contas do 2.º Grau, retrata precisamente,
as diversas situações existentes, já atrás também
mencionadas, e assim, foi a mesma desdobrada, nas seguintes 4 Contas do 2.º
Grau:
01 - Existências Iniciais Reflectidas
02 --Compras Reflectidas
03 - Custos por Natureza Reflecidos
04 --Proveitos por Natureza, Reflectidos
A
Primeira Subconta (EXISTÊNCIAS INICIAIS REFLECTIDAS), possibilitará
a Contabilização, nesta Contabilidade puramente Interna e, naturalmente,
nas respectivas Contas de Existências (Desdobramentos da Conta 91 - Inventário
Permanente), do Valor das Existências Iniciais.
Será assim naturalmente
Creditada, por débito das respectivas Subcontas da Conta 91 - Inventário
Permanente.
Este movimento, naturalmente apenas feito uma única vez
no inicio do Exercício, poder-se-á até designar, porque na
verdade o é, como o Lançamento de abertura, desta Contabilidade
Interna.
A Segunda Subconta;(COMPRAS REFLECTIDAS), possibilitará a
Contabilização no decorrer do Exercicio, nas, respectivas Contas
de Existências, das ENTRADAS em Armazém das Existências Compradas.
Será naturalmente igualmente Creditada, por Débito das respectivas
Contas de Existências (Desdobramentos da Conta -91).
A Terceira Subconta
(CUSTOS POR NATUREZA REFLECTIDOS), possibilitará a contabilização,
no decorrer do Exercício, de todos os Custos classificados na Contabilidade
Geral de conformidade com a sua Natureza, e que agora, serão reclassificados
de conformidade com o seu destino ou aplicação.
Será
naturalmente igualmente também Creditada, mas agora por Débito de
qualquer uma das Contas de Contabilidade Analitica de Exploração
(Contas 92 a 96).
A
Quarta e última Subconta (PROVEITOS POR NATUREZA REFLECTIDOS), possibilitará
a contabilização, no decorrer do Exercício, de todos os Proveitos
classificados na Contabilidade Geral de conformidade com a sua Natureza, e que
agora, serão reclassificados de conformidade com o seu destino ou aplicação.
Será naturalmente DEBITADA, por Crédito de qualquer uma das
Contas da Contabilidade Analitica de Exploração.
Conta 91 - INVENTÁRIO PERMANENTE
Esta
Conta, controlará, dia a dia, a movimentação das Existências
e consequentemente o seu Inventário Permanente. -
Será desdobrada
em conjugação perfeita com as Contas da Classe 3 da Contabilidade
Geral não incluindo naturalmente a Conta daquela Classe "Matérias
Primas, Mercadorias e Outros materiais em Tránsito".
Será
inicialmente Debitada, como já se referiu, por Crédito da Conta
"90.01 - Contas ReflectidaslExistencias Iniciais Reflectidas", podendo-se
designar este Lançamento, como também já se referiu, como
o Lançamento de Abertura da Contabilidade Analitica de Exploração.
Para as Existências Provenientes de Compras, ela será naturalmente,
ao logno do Exercício, igualmente Debitada por Crédito da Conta
"90.02 - Contas ReflectidasICompras Reflectidas".
Para as Existências
Provenientes do Processo Produtivo da Empresa, ela será Debitada por Crédito
das respectivas Contas de Produção.
Será sempre CREDITADA,
pelos movimentos consequentes de SAIDAS de Armazém:
, Por Débito
da Conta 96.01 se se tratar de uma Saida por Venda.
- Por Débito de
qualquer Conta de Custos "Contas 92 a 95", se se tratar de uma Saida
para
Consumo Interno
- Por Débito da Conta "90.04", se
se tratar de uma Saida consequente da verificação de Quebras ou
Faltas.
Na verdade, a Contabilização deste último caso,
feita na Contabilidade Geral, como já se viu, através do emprego
de uma Conta de Proveitos por Natureza "Compensação de Custos",
conta essa de Proveitos que, ao ser reflectida para a Contabilidade Analitica
de Exploração, dará a possibilidade ao Crédito da
Conta de Existências.
No caso de se praticar, em qualquer Existência
proveniente de Compras, o Sistema de Valorização a Preço
Standard, quando da reflexo da Compra, a Conta de Existências, será
naturalmente Debitada na base do Preço Standard.
A Conta de "Compras
Reflectidas", será naturalmente Creditada pelo Preço da Compra.
A Diferença, que se verificar entre os dois Valores, será movimentada,
a Débito ou a Crédito, conforme for o caso, através da Conta
"96.08 - Resultados da Contabilidade Analltica de ExploraçãolDesvios
em Compras .
No Final do Exercício, o Valor das Existências Finais
das Existências provenientes do Processo Produtivo da Empresa, poderia ser
corrigido, por contrapartida da Conta "96.09 - Resullados da Contabilidade
Analitica de Exploração/Regularização do Valor das
Existências ", se se observar o caso de o Valor do Custo de Produção
Planificado para o Exercício Seguinte, ser diferente do mesmo Custo Planificado
no Exercício Corrente.
0 mesmo poderá igualmente acontecer,
nas Existências Provenientes de Compras, em que se pratique a Valorização
a Preço Standard.
Conta 92 - CUSTOS DE PRODUÇAO OU EXPLORAÇAO
Nesta
Conta determinam-se não só os CUSTOS VARIAVEIS DE PRODUÇAO
OU EXPLORAÇAO, como também os seus DESVIOS em relação
aos Valores Planificados.
0 facto de se determinar apenas o CUSTO VARIAVEL
DE PRODUIÇAO, nada impede que o CUSTO
TOTAL, possa ser determinado,
bastando para o efeito, somar ao Custo Varidvel de Produção, todas
as
outras parcelas de Custos, determinadas em separado.
A opção
da determinação apenas de um Custo Variavel de Produção,
foi motivada pelo facto de se ter considerado que tal, não só facilitaria
o controlo de uma Boa Gestão, como também permitiria a não
Imputação de Custos, a Produção temporariamente Paradas
ou Paralizadas. Não havendo Produção, não devem haver
Custos nem Desvios.
Ao nivel do 2.º Grau, foi esta Conta desdobrada,
nas seguintes Subcontas:
01 - PRODUÇÃO PRINCIPAL
02 - PRODUÇÃO SUPLEMENTAR
03 - OBRAS E EMPREITADAS
04 - EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA
05 - EXPLORAÇÃO PECUÁRIA
06 - TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
Todas
estas Contas do 2.º Grau, com excepção da última que
deverá ser desenvolvida de conformidade com a Proposta do respectivo Sector,
serão desdobradas em Contas do 3.º Grau, de conformidade com os Tipos
de Produção ou Exploração que se pretendam individualizar.
Depois, cada uma destas Contas do 3.º Grau, serão desenvolvidas
de conformidade com as subcontas normalizadas no Plano Oficial (Contas do 4.º
Grau), pela forma que de seguida se indica:
01 - PRODUÇÃO PRINCIPAL
Esta
Conta, que controlará a Actividade Principal do Processo Produtivo da Empresa,
consubstanciada não só na fabricação de qualquer tipo
de Produto, como também no Exercício de qualquer outra Actividade,
com excepção das que se traduzem na Execução de Obras
e Empreitadas, casos em que ela será apenas utilizada para a determinação
dos CUSTOS DE FUNCIONAMENTO, da Secção Operativa, em que essas Obras
e Empreitadas se executam, para, através deles, se determinar o Custo da
Unidade de Obra respectiva, será desenvolvida através do Desdobramento
Normalizado no Plano de Contas Oficial (Contas do 4.º Grau).
Com as Contas
do 4.º Grau, normalizadas no Plano Oficial, serão formados 2 Grupos
de Contas distintos, um só movimentado a Débito e o outro só
movimentado a Crédito, que se neutralizam no Final de cada Período
Contabilístico, ficando assim esta Conta Saldada.
0 Primeiro Grupo,
refere-se aos Custos de Produção propriamente ditos.
0 Segundo
Grupo refere - se aos Resultados obtidos com a Produção realizada.
Constituem o 1.º Grupo, as seguintes Subcontas:
01 - Remunerações ao Pessoal
02 - Matérias Primas e Materiais Básicos
03 - Outros Materiais
04 - Água
05 - Electricidade
06 - Combustíveis, Lubrificantes e Outros Fluídos
07 - Gastos de Manutenção e Conservação
08 - Assistência Técnica Estrangeira
09 - Serviços Prestados pela Produção Suplementar
10 - Outros Gastos
11 - Produção em Vias de Fabrico/Curso Inicial.
Constituem o 2. º Grupo, as seguintes Subcontas
12 - Custos de Produção Planificados
13 - Produção cm Curso de Fabrico/Curso Final
14 - Desvios nos Custos de - Produção Planificados
0
Somatório das Subcontas do 1. º Grau, dá naturalmente o CUSTO
REAL da Produção realizada.
Se se tratar de uma Produção
Principal, consubstanciada na Produção de Produtos, esse Valor Total
sera neutralizado pela movimentação a Crédito das Contas
referentes ao 2.º Grupo.
As Subcontas do 1 .º Grupo, serão
naturalmente DEBITADAS, por Crédito de:
- Conta de "Custos por
Natureza Reflectidos ", referentes aos Custos já contabilizados de
conformidade com a sua Natureza, na Contabilidade Geral, e que naturalmente, se
refiram à Produção.
- Conta "91 - Inventário
Permanente", referentes a todas as Saídas de Existências, de
Armazém para a Produção.
- Conta "93 - Gastos de
Manutenção e Conservação ", pela imputação
da parte destes Custos às Contas de Produção.
- Conta
"92.02.XX.11 - Custos de Produção ou Exploração/Produção
Suplementar/.../Custos de Produção Planificados", pelos Custos
desenvolvidos nas Produções Suplementares, que sejam de imputar
à Produção Principal.
As Subcontas do 2.º Grupo,
serão naturalmente CREDITADAS, por contrapartida- de:
Subconta 12 - Custos de Produção Planificados:
-
Por Débito da Conta de Existências "Produção Acabada",
na base do Custo de Produção Planificado, referente à Produção
Boa enviada ao Armazém.
- Por Débito da Conta Reflectida "Proveitos
por Natureza Reflectidos", igualmente na Base do Custo de Produção
Planificado, referente à Produção Inutilizada e sem qualquer
Valor Comercial, que será assim considerada um Gasto Improdutivo, contabilizado
na Contabilidade Geral como uma Perda Extraordinária por contrapartida
da Conta de Proveitos por Natureza "Compensação de Custos".
Subconta 13 - Produção em Vias de Fabrico/Curso Final:
-
Por Débito da Conta de Existências "Produção
Não
Acabada", na base do Custo de Produção Planificada, mas considerando
obviamente a sua fase de acabamento.
Subconta 14 - Desvios nos Custos de Produção Planificados:
Por
contrapartida da Conta "96.07 - Resultados da Contabilidade Analítica
de Exploração/Desvios nos Custos de Produção ou Exploração
", pela diferença entre o Custo Real e o somatório da Produção
Acabada e Não Acabada.
Se os Custos Reais, forem superiores aos Custos
de Produção Planificados, o Desvio será naturalmente Negativo,
e assim, será esta subconta Creditada por Débito da Conta de Resultados.
Se se observar o inverso, o Desvio será Positivo, e assim será
esta Subconta Creditada Negativamente por Crédito Positivo da Conta de
Resultados.
Se se tratar de uma PRODUCÃO PRINCIPAL, consubstanciada
na Execução de Obras e Empreitadas, esta Conta servirá apenas,
como já se referiu, para a determinação do CUSTO DE FUNCIONAMENTO,
da Secção Operativa, aonde essas mesmas Obras e Empreitadas são
executadas, para, através dele, se determinar também, o Custo da
UNIDADE DE OBRA escolhido.
Assim, as subcontas referentes ao 1.º Grupo,
terão o mesmo movimento.
As Subcontas referentes ao 2.º Grupo,
que neste caso apenas serão:
12 - Custos de Produção
Planificados
13 - Desvios nos Custos de Produção Planificados
Serão movimentadas a Crédito, por contrapartida de :
Subconta
12 - Custos de Produção Planificados:
- Por Débito da
Conta "92.03. XX. 01 - Custos de Produção ou Exploração/0bras
e Empreitadas/.../unidades de Obra", na base do Custo Planificado das Unidades
de Obra.
Subconta 13 - Desvios nos Custos de Produção
Planificados:
-
Por Débito ou Crédito da Conta "96.07 - Resultados da Contabilidade
Analítica de Exploração/Desvios nos Custos de Produção
ou Exploração ", conforme o DESVIO observado seja Negativo
ou Positivo.
Se o Desvio for Positivo, naturalmente que será esta Subconta
Creditada Negativamente por Crédito Positivo da Conta de Desvios.
02
- PRODUÇÃO SUPLEMENTAR-.
Considera-se como tal, todas
as Produções Auxiliares que a Empresa possa desenvolver, para apoio
ou complemento da sua Actividade Principal.
Têm um esquema contabilistico
absolutamente idêntico à Conta PRODUÇÃO PRINCIPAL,
sendo o seu
desdobramento cm subcontas igual a esta, com exclusão claro
esta, da subconta "Serviços Prestados pela
Produção
Suplementar".
Os Custos desenvolvidos nesta Conta, além de naturalmente
poderem ser imputados às Contas de PRODUCÃO PRINCIPAL, EXPLORAÇÃO
AGRÍCOLA e EXPLORAÇÃO PECUÁRIA, podem ainda ser imputados
a:
- Contas Especificas de Existências, quando se trate da Produção
de qualquer tipo de Existência.
- Contas de Existências referentes
à Produção Não Acabada, quando se trate de Produções
em Vias de Fabrico.
- Conta "92.03.XX.01 - Custos de Produção
ou Exploração/0bras e Empreitadas/... /Unidades de Obras",
pelo Valor das Unidades de Obras consumidas, na execução das respectivas
Obras, se a Produção Suplementar se consubstanciar na Execução
de Obras e Empreitadas.
03 - OBRAS E EMPREITADAS:
Esta
Conta regista o Valor de todas as Obras ou Empreitadas, executadas pela Empresa,
e assim, será desdobrada ao nível do 3.º Grau, por cada Obra
ou Conjunto de Obras Idênticas em execução.
Como Subcontas
especificas de CUSTOS, apenas foi desdobrada nas 3 seguintes Subcontas do 4.º
Grau:
01 - Unidades de Obra
02 - Equipamentos e Materiais Específicos
03 - Outros Custos Directos
A
Primeira regista as Unidades de Obra consumidas, cujo valor unitário é
determinado, como já se referiu, pelo Custo de Funcionamento Planificado
da Secção Operativa aonde essas Obras ou Empreitadas são
desenvolvidas, através de uma Conta de Produção (Principal
ou Suplementar).
A Segunda regista o Valor dos Equipamentos ou Materiais,
empregues especificamente nas Obras em Execução.
A Terceira
regista o Valor de qualquer Outro Custo que deva ser imputado às Obras
especificas em Execução.
As 3 Subcontas seguintes do 4.º
Grau:
04 - Custos de Produção Planificados
05 - Obras e Empreitadas em Curso
06 - Desvios nos Custos de Produção Planificados
Servem,
para neutralizar no final de cada Período Contabilistico (mês), o
Somatório do Custo das 3 Primeiras Subcontas.
Pela 4.ª Subconta
far-se-à a imputação à Conta especifica que suporte
a Obra ou a Empreitada.
Se se tratar de Obras referentes a Trabalhos para
a Própria Empresa (Investimentos ou Reparações Gerais), Valores
que terão naturalmente de ser considerados na CONTABILIDADE GERAL, na Classe
de Meios Fixos, e que o são através da utilização
de uma Conta de Proveitos por Natureza (Compensação de Custos),
a Conta a Debitar será naturalmente "Contas Reflectidas/Proveitos
por Natureza Reflectidos".
Se se tratar de uma Obra para TERCEIROS, a
Conta a Debitar será naturalmente a Conta "96.01.02 - Resultados da
Contabilidade Analítica de Exploração/Resultado de Vendas/Trabalhos
e Serviços Prestados", representando tal Débito, o Custo do
Serviço Prestado.
Se se tratar por hipótese, de uma Obra de
Manutenção e Conservação de qualquer Sector da Empresa,
a Conta a Debitar será naturalmente a Conta "93 - GASTOS DE MANUTENÇÃO
E CONSERVAÇÃO".
Pela 5.ª Subconta, far-se-á
a imputação a Conta de Existências "Produção
Não Acabada".
A 6.ªSubconta terá sempre por contrapartida
a Conta "96.07 - Resultados da Contabilidade Analítica de Exploração/Desvios
nos Custos de Produção ou Exploração".
04 - EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA:
Nesta
Conta, registam-se e desenvolvem-se todos os Custos de Actividade de uma Exploração
Agrícola, de forma a determinar-se os Custos Variáveis de Exploração
dos Produtos obtidos nas diversas Culturas e Plantações.
Tem
um comportamento idêntico ao da Conta PRODUÇÃO PRINCIPAL,
sendo o seu desdobramento em tudo semelhante, contendo apenas as alterações
necessárias, considerando que agora não se trata de um Fabrico,
mas sim de uma Exploração Agrícola.
Os Custos de Exploração
vão sendo mensalmente formados nas diversas subcontas de Custos, e compensados
até a realização das Colheitas pela subconta "Custos
de Exploração Agrícola em Curso ".
Realizada a Colheita,
será o Custo Total compensado velas Subcontas:
12 - Custos de Exploração
Agrícola Planificados
14 - Desvios nos Custos de Exploração
Agrícola
Planificados.
A 12.ª naturalmente por contrapartida
da Conta de Existências "Produção Acabada".
A
14.ª naturalmente por contrapartida da Conta de Resultados "96.07".
05 - EXPLORAÇÃO PECUÁRIA:
Nesta
Conta registam-se e desenvolvem-se os Gastos de uma Exploração Pecuária,
de forma a determinar-se os Custos Variáveis de Exploração
dos Produtos obtidos, aqui representados não só por Kg. de Carne
viva dos diversos Grupos de Animais, após a sua criação,
como também todos os Produtos subsidiários que se obtém,
como seja o Leite, a Lã, as Peles e o Pêlo.
Todo o movimento
contabilistico desta Conta @ muito semelhante ao da Conta anterior (Exploração
Agrícola), devendo contudo ter obviamente em conta as suas particularidades
especificas.
Assim, haverá que agrupar os diversos Tipos de Animais,
não só por Grupos representativas da sua Espécie, como seja
por exemplo, Gado Bovino, Gado Caprino, Gado Suíno, Gado Cavalar, Criação
de Coelhos, Criação de Aves, etc., como também por Grupos
Específicos de Rendimento, como seja o Gado Leiteiro e o Gado Lanígero.
Durante todo o período da sua criação e crescimento,
que só termina quando o Gado atingir a idade própria para abate
e venda, ou, para imobilização, se se tratar de Gado de Trabalho
e Reprodutor, os Custos de Exploração, vão-se mensalmente
acumulando nas diversas subcontas de Custos, e, compensados pela subconta de Custos
de Exploração Pecuária em Curso.
Quando for atingida
a idade própria, para abate ou Imobilização, serão
os mesmos Custos, naturalmente compensados pelas subcontas:
12 - Custos de Exploração Pecuária Planificados
14 - Desvios nos Custos de Exploração Pecuária
Planificados.
A primeira naturalmente por contrapartida da Conta de Existências "91.06
- Inventário Permanente/animais em Crescimento e de Rendimento".
A
segunda naturalmente por contrapartida da Conta de Resultados, Conta "96.07
- Resultados da Contabilidade
Analítica de Exploração/Desvios
nos Custos de Produção ou Exploração".
Conta 93 - GASTOS DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO
Os
Gastos de Manutenção e Conservação Corrente, não
só do Equipamento, mas também de todos os Meios Fixos de uma forma
geral, constituem sem dúvida uma parcela significativa nos Custos de qualquer
Empresa, naturalmente mais relevantes numa Empresa do tipo Industrial.
Assim,
compreende-se que estes Custos sejam primeiramente determinados numa Conta Especifica,
razão da criação da presente Conta, e posteriormente naturalmente
transferidos para as Contas das diversas Secções que constituem
a Empresa.
Podendo-se agrupar as Secções que constituem a Empresa,
em 2 Grandes Grupos (Secções Operativas e Secções
Auxiliares), foi esta Conta naturalmente desdobrada, em 2 Contas do 2.º Grau,
designadas precisamente por:
01 - Secções Operativas
02 - Secções Auxiliares
Ao
nível do 3.º Grau, serão naturalmente cada uma destas 2 contas,
desdobradas em subcontas representativas de cada Secção.
Ao
nível do 4.º Grau, desenvolvem-se os Custos específicos de
Manutenção e Conservação, reservando-se a última
subconta para a transferência do somat6rio das restantes, para as Contas
Especificas de Produção, Estrutura e ainda Actividades Acessórias.
Considerando que as Empresas de razoável dimensão, possam ter
Oficinas próprias, aonde sejam executadas Obras Especificas de Manutenção
e Conservação, no desdobramento dos custos desta Conta, foi para
o efeito criada uma subconta especifica, aonde o Valor de tais Obras será
imputado. Referimo-nos naturalmente à subconta "07 - Manutenção,
Conservação e Reparações Correntes".
Nesta
última subconta, serão também considerados os Valores das
Reparações executadas no Exterior, e naturalmente contabilizados
na Contabilidade Geral, na Conta "62.02.03 ".
De uma forma geral,
as subcontas de Custos, poderão ser movimentadas por contrapartida de:
- Contas Reflectidas
- Contas de Existências
- Contas de Produção
Conta 94 - GASTOS GERAIS POR SECÇÕES
Esta
Conta foi reservada para o apuramento de todos os Custos das Secções
Auxiliares (Custos de Estrutura).
Todas as Secções Auxiliares
ou de Estrutura, podem primeiramente serem agrupadas em 3 Grandes Grupos:
- Direcção e Serviços de Apoio
- Estrutura Comercial
- Estrutura Industrial
E
assim, foi esta Conta desdobrada, ao nível do 2.º Grau, em 3 Subcontas,
representativas precisamente de cada um destes Grandes Grupos.
Depois, cada
uma destas Contas do 2.º Grau, será naturalmente desdobrada em Contas
do 3.º Grau, representativas cada uma delas de uma Secção Especifica.
Evidentemente que tal desdobramento, dependerá do Organigrama de cada
Empresa, mas por hipótese, poderemos considerar para o 1.º Grande
Grupo, as seguintes Secções:
- Corpos Gerentes e Direcção Geral
- Direcção ou Departamento Técnico
- Direcção ou Departamento de Planificação e Finanças
- Direcção ou Departamento de Recursos Humanos
- Armazéns
- Transportes Internos etc.
Para o 2.º Grande Grupo (Estrutura Comercial), consideram-se obviamente as Secções relacionadas com os Serviços Comerciais da Empresa (Compras e Vendas), que poderá apenas ser representada por uma Direcção ou Departamento Comercial, ou desdobrada em várias, como seja por hipótese:
- Departamento de Compras/Mercado Interno
- Departamento de Compras/Mercado Externo
- Departamento de Vendas/Mercado Interno
- Departamento de Vendas/Mercado Externo
0
3.ºe último Grande Grupo, identificará todas as Secções
Auxiliares de cada uma das Secções Operativas.
0 desdobramento
dos diversos tipos de Custos de cada uma das Secções, será
naturalmente feito por Contas do 4.º Grau, sendo o desdobramento normalizado
no Plano Oficial, coincidente nos 3 Grandes Grupos, com excepção
da Subconta "22", que identifica em cada Grande Grupo, um Custo Especifico
do mesmo.
De uma forma Geral, as subcontas de Custos, poderão ser movimentadas
por contrapartida de:
- Contas Reflectidas
- Contas de Existências
- Contas de Produção
- Conta de Gastos de Manutenção e Conservação
No final de cada período contabilistico, será a totalidade dos Custos formados em cada Secção dos 3 Grandes Grupos, transferida, através de uma Subconta especifica, para a Conta "96 - RESULTADOS DA CONTABILIDADE ANALÍTICA DE EXPLORAÇÃO."
Conta 95 - ACTIVIDADES ACESSÓRIAS
Esta
Conta foi reservada para o desenvolvimento de todas as Actividades Sócio-Culturais,
desenvolvidas pelas Empresas em beneficio dos seus Trabalhadores.
De uma forma
geral, embora essas Actividades possam gerar Receitas, as mesmas não cobrem
a totalidade dos seus Custos, sendo assim parte deles, suportados pelo FUNDO SOCIAL,
ou GANHOS E PERDAS EXTRAORDINÁRIOS, ou, por os 2 em conjunto, de conformidade
com as percentagens previamente estabelecidas.
Em casos de excepção,
quando das Receitas Próprias ultrapassem os Custos, o diferencial reverterá
para o FUNDO SOCIAL.
Esta Conta é primeiramente desdobrada em Contas
do 2.º Grau, representativa, cada uma delas, de uma Actividade Acessória
Especifica.
Ao nível do 3.º Grau, serão não só
determinados os Custos específicos de cada Actividade Acessória,
como também as suas Receitas Próprias e os Valores Cobertos peto
Fundo Social ou Perdas Extraordinárias, desenvolvendo-se os primeiros nas
Subcontas (01 a 09), e os segundos, nas Subcontas (10 a 12).
No final de cada
Período Contabilistico, estes 2 totais serão naturalmente iguais,
encontrando-se assim esta Conta saldada, ao nível do Razão Analítico.
Nos casos de excepção atrás referidos (as Receitas ultrapassarem
os Custos), o movimento contabilistico serd naturalmente processado de forma negativa,
isto
Contabilidade Analítica de Exploração:
Débito Negativo - Conta de Proveitos por Natureza Reflectidos á
Crédito Negativo - Subconta "12 - Custos Cobertos pelo Fundo Social"
Contabilidade
Geral:
Crédito Negativo - Conta Compensação
de Custos Crédito Positivo - Conta "Fundo Social"
Como caso
de excepção, podemos considerar por hipótese, a Exploração
de uma Cantina, em que o Prego de Venda das Mercadorias aos Trabalhadores, tivesse
sido calculado de forma a cobrir apenas os Custos de Funcionamento da Cantina,
mas que, tendo-se verificado um maior volume de Vendas em relagiio aos Valores
Planificados, se acabasse por gerar um Lucro.
Conta 96 - RESULTADOS DA CONTABILIDADE ANALITICA I)E EXPLORACAO
Esta
Conta servirá naturalmente para se determinar o Resultado obtido, na óptica
de uma Contabilidade puramente Interna, o qual, necessariamente, coincidirá
com o Resultado Corrente do Exercício, determinado na CONTABILIDADE GERAL.
Foi primeiramente desdobrada nas 9 seguintes Contas do 2.º Grau:
01 - Resultados de Vendas
02 - Custos de Estrutura
03 - Amortizações
04 - Despesas Variáveis de Venda
05 - Outros Proveitos e Encargos
06 - Rendimentos e Encargos Financeiros
07 - Desvios nos Custos de Produção ou Exploração
08 - Desvios em Compras
09 - Regularização do Valor das Existências
A
1.ª Subconta do 2.º Grau (RESULTADO DE VENDAS), foi desdobrada em
subcontas do 3.º Grau, de conformidade com o desdobramento feito na Conta
"70 - VENDAS", na CONTABILIDADE GERAL, não incluindo no entanto
a subconta "Subsídios a Preços", que, nesta Contabilidade
puramente Interna, será considerada nas respectivas Subcontas especificas
de Vendas.
Estas Subcontas serão naturalmente Creditadas por contrapartida
de Proveitos por Natureza Reflectidos, referentes ao Valor Real das Vendas realizadas,
incluindo se for caso disso, o Subsidio a Preços. Serão Debitadas
por contrapartida das Contas de Existências, referentes As Saídas
de Armazém do Produto Vendido. Se se tratar de uma Venda de Prestação
de Serviços, o Débito será naturalmente feito, por contrapartida
da Conta de Produção respectiva.
A natureza do seu Saldo final,
determinará o Resultado da Venda.
A 2.ª Subconta do 2.º
Grau (CUSTOS DE ESTRUTURA), será apenas Debitada pela transferência
da Conta "94 - GASTOS GERAIS POR SECÇÕES", encontrando-se
desdobrada nas 3 Subcontas representativas precisamente dos 3 Grandes Grupos em
que se podem subdividir tais Custos.
A 3.ª Subconta do 2.º"
Grau (AMORTIZAÇÕES), será apenas movimentada a Débito,
por contrapartida da Conta "Custos por Natureza Reflectidos " e natural
mente referente ao Valor total das Amortizações processadas
na Contabilidade Geral.
A 4.ª Subconta do 2. º Grau (DESPESAS
VARIÁVEIS DE VENDA), será igualmente apenas Debitada, por contrapartida
da Conta "Custos por Natureza Reflectidos " e basicamente, pelo movimento
processado na Contabilidade Geral, na Conta "62.02.15 - Fornecimento e Serviços
de Terceiros /Serviços de Terceiros/Comissões a Intermediários".
A 5.ª Subconta do 2.º Grau (OUTROS PROVEITOS E ENCARGOS),
foi desdobrada em 2 Subcontas do 3.º Grau (Outros Proveitos e Outros Encargos),
e será basicamente movimentada por contrapartida, respectivamente, de "Proveitos
por Natureza Reflectidos" ou "Custos por Natureza Reflectidos".
A 6.ª Subconta do 2.º Grau (RENDIMENTOS E ENCARGOS FINANCEIROS),
desdobrada igualmente em 2 Subcontas do 3.º Grau (Rendimentos Financeiros
e Encargos Financeiros) será movimentada naturalmente por contrapartida
respectivamente, de '.'Proveitos por Natureza Reflectidos e "Custos por Natureza
Reflectidos
A 7.ª Subconta do 2.º Grau (DESVIOS NOS CUSTOS
DE PRODUÇÃO OU EXPLORAÇÃO), serão naturalmente
movimentada a Débito ou a Crédito, por contrapartida das Contas
de PRODUÇÃO ou EXPLORAÇÃO, que serão sempre
Creditadas como já se viu, Positiva ou Negativamente.
A 8.ª
Subconta do 2.º Grau (DESVIOS EM COMPRAS), será movimentada a
Débito ou a Crédito, por Contrapartida das Contas de Existências,
conforme o Valor da Compra seja superior ou inferior, ao Preço Standard
da referida Existência.
A 9.ª e última Subconta (REGULARIZAÇÃO
DO VALOR DAS EXISTÊNCIAS), será naturalmente também movimentada
a Débito ou a Crédito, quando, no Final do Exercício, se
verificar que, o Custo de Produção Planificado das Existências
provenientes do Processo Produtivo da Empresa, ou, o Preço Standard das
Existências Provenientes de
Compras, seja diferente, no Exercício
Seguinte, daquele que se praticou no Exercício.
Apresenta-se de seguida
os Modelos Normalizado, para os Mapas de Balanço e Demonstração
de Resultados